Na minha casinha…

Sempre que me pego pensando na minha futura casa, a que eu vou dividir com o meu namorado-futuro-marido, algumas coisas tem que ter la…
A primeira delas é um desses:

 Linda, roxa, sexy, coisa linda de meu Deus!

Desde criança acho lindas essas pedras, sei lá se tem um nome certo, quero uma bem grandona e bem roxa!
Outra coisa que eu acho linda, e acho que terei problemas porque o namorado não gosta, são essas banquetas:

Ajudem a convencer o namorado de que essa banqueta é linda!

Tem mais gente, ajuda aí… Sei lá porque, mas pago-um-pau para pratos quadrados. Quero os meus assim, e pretos… Olha só que tetéios:

Dá até mais vontade de cozinhar!

As boas ideias de decoração eu tenho… Só me falta a casa para colocar em prática!
:)

Ó nóis aqui travêis!

Moro em Rio Claro desde 1992 e, desde então, já moramos em, sei lá, 6 casas diferentes.
A primeira vez que mudamos, da casa que era do meu avô para uma outra, mais espaçosa, foi um baque para mim: tinha crescido e passado horas brincando naquele quintal, tinha uma árvore de estimação onde eu ficava a tarde inteira, levava livros para matar o tempo, ficava lá sozinha pensando na vida, era uma delícia!

Quando saímos de lá eu fiquei toda chateada, não via sentido naquela mudança. Outras pessoas morando na NOSSA casa parecia uma invasão tão grande, inaceitável! Mas, como eu ainda era novinha, não percebi tanto o trabalho que dá mudar de casa, meus pais que ficaram com o trabalho pesado enquanto eu perambulava pela casa só reclamando. Como se pode notar, minha ajuda foi de grande valia!

A partir dessa mudança, eu já entrei na roda: ajudava a encaixotar, a etiquetar e a organizar as caixas com os nossos pertences, sacos com roupas e com tralhas, enfim, fazer toda uma casa caber na caçamba de um caminhão para levá-la pra outro lugar.

Nessas ultimas semanas eu passei por tudo isso de novo. Aliás, nós todos da família passamos. Depois de dois anos morando com a minha irmã, voltamos a morar com os nossos pais.

Senta que lá vem história…

Morar sozinha foi uma experiência inacreditável! Aprendi, acumulando dívidas, o quanto é caro manter uma casa nos mais básicos ítens, o quanto custa uma compra do mês, o quanto a Elektro enfia a mão no nosso raso bolso. Aprendi a cozinhar, coisa que eu nem tinha vontade de fazer, e ainda peguei gosto pela coisa! Ví que a casa, apesar de todo o cuidado que se possa ter, não é auto-limpante e que uma faxina bem feita leva um dia inteiro para se executar – e basta meia hora para sujar tudo de novo, se você inventa de chamar os amigos para beber.
Acontece que eu e o namorado estamos fazendo planos de casamento, e, para isso, precisamos de um teto. Para termos esse abençoado pedaço de concreto acima de nossas cabeças, precisamos de dinheiro, coisa que eu não tinha condição alguma de juntar morando sozinha.

Portanto, lá vou eu mais uma vez, acostumar com os espaços de uma nova casa, aprender o caminho do banheiro no escuro para não dar nenhuma topada com o dedão do pé, reaprender a morar com os pais – tchau, intimidade e privacidade, beijos! – tudo por um bem maior!

Volto breve!
Beijos!

A vilanização de tudo e de todos

Sempre que alguma coisa inesperada acontece, seja ela uma tragédia ou algo que nos cause algum descontentamento ou prejuízo, temos a reação quase imediata de buscar culpados, alguma coisa que seja responsável por aquilo que, de uma forma ou de outra, nos inflingiu dor.

Posso citar como exemplo o caso da chacina ocorrida em Realengo, quando Wellington Menezes de Oliveira entrou armado em uma escola e matou a sangue frio crianças entre 12 e 14 anos. O culpado já estava lá: o atirador. Mas só isso não bastava, afinal de contas ele já tinha ceifado a própria vida com um disparo na cabeça. Como poderia então a sociedade apontar dedos, impor o seu julgamento, utilizar o castigo que seria aplicado ao criminoso como um exemplo para aqueles outros que ainda poderiam surgir com a mesma ânsia de exterminar inocentes?
Sendo assim, quem levou a culpa máxima pelo ocorrido foi o tal “bullying” que Wellington sofreu quando estudava nessa mesma escola anos atrás ou os jogos de videogame com passagens violentas que encontraram na casa do atirador.

Gente, pára tudo!
Não foram as brincadeiras que as outras crianças fizeram na escola nem os jogos que o cara jogava que causaram essa tragédia!! Foi uma mente insana, doente, violenta que causou! Não adianta tentar culpar qualquer outra coisa, pois se assim fosse, culpem a cor da meia que ele usava, com certeza meias azuis são mais propensas a causar violência e surtos psicóticos em alguém!!

Imaginem comigo uma cena:
Churrascão, fim de semana, amigos de 20 e poucos anos reunidos, aproveitando o ensejo para ver o filho de um deles que começara a andar a pouco. O pai da criança em questão, 25 anos, moleque ainda, comprou uma arma de chumbinho num shopping qualquer e, como todo bom menino com brinquedo novo, quis mostrar para os amigos. Como não era familiarizado com o brinquedo, manuseando o mesmo acabou disparando acidentalmente e atingiu um dos amigos que estava na festa, que infelizmente precisou ser hospitalizado mas passa bem, sem correr nenhum tipo de risco de morte.

Normal, né?
Não. Nada normal. Porque o pai da criança em questão e dono do brinquedo é o Leandro Castán, zagueiro do Corinthians e, por isso mesmo, uma pessoa pública.

O garoto foi chamado de assassino, chorou em público dando explicações, além do trauma do ocorrido, de ter ferido alguém por quem ele tem carinho ainda precisou lidar com os olhares acusadores da sociedade que o viram, do dia pra noite, como um vilão.

Lamentável. Ridiculo.
Enquanto a sociedade se preocupa em apontar dedos para “culpados”, os verdadeiros culpados continuam por aí, soltos, ferindo nossas crianças, desviando dinheiro público, assassinando nossos vizinhos.
Mas aí ninguém sabe, ninguém viu.

Coisas que seriam ótimas!

Estive pensando esse fim de semana como algumas coisas que são boas poderiam ser ainda melhores caso algumas adaptações pudessem ser feitas…

Namorado, por exemplo, seria proibido de ter um passado amoroso. Nunca na vida dele poderia ter existido outra mulher ou, se por acaso tivesse existido, ela teria se mudado logo após o rompimento para o Alasca, a Rússia ou qualquer outro lugar mais disante para que não houvesse o risco de encontrá-la dando sopa por aí.

Pizza, macarrão, lasanha, nhoc… massas em geral fariam parte de todo e qualquer cardápio de regime, dos mais severos. Enquanto alface, rúcula e outros portadores de clorofila engordassem absurdamente. E, claro, dormir gastaria muito mais calorias do que qualquer exercício físico.

Dias que estivessem chovendo, muito calor ou muito frio deveriam ser feriados nacionais. É tortura demais sair da cama para trabalhar com uma temperatura que não seja agradável, não é?

Internet nunca, nunca, nunca seria lenta. Nem cairia. E na tv poderia passar somente os programas que você quer assistir.

Seu salário poderia ser ajustado semanalmente. Assim você saberia que a recompensa de sair da cama todos os dias valerá a pena.

Como nada disso é real ou possível, vamos arregaçar as mangas (melhor não, está muito frio) e começar mais um semana!!

D e D

Tenho 27 anos e acumulei, durante esse tempo, uma vasta coleção de Derrotas e Desistências.

Quando eu era criança tinha um caderno onde escrevia “poesias”. Sim, entre aspas, afinal de contas escrever algumas frases rimando “amor” e “dor” não é exatamente digno de se ingressar na Academia Brasileira de Letras. Embora fossem simples e infantis, enchiam a mim e aos meus pais de orgulho, lembro de acompanhar minha mãe num médico (ou massagista, ou esteticista, sei lá) e ela mostrou o meu inseparável caderninho de poesias para o profissional, dizendo que um dia eu escreveria um livro.
Fiquei toda cheia de mim.
O tempo passou, o dom de escrever – e por vezes a vontade – também e nada de livro.

Sempre fui e continuo sendo louca por animais. Tocar um cão, um cavalo ou um gato me transmite uma energia incrível, sinto uma necessidade quase física de estar em constante contato com os peludos. Nada é mais sincero do que um animal que vem correndo em sua direção quando você se aproxima, quando dirige à você um olhar que é um misto de adoração, respeito e sabedoria plena, e só os muito abençoados sabem o que é ser objeto de amor de um animal.
Resolvi que seria veterinária quando crescesse. Teria como profissão uma coisa que me trazia prazer e poderia ajudar os meus mais honestos amigos quando eles mais precisassem de mim, ou seja, quando estivessem fracos, doentes, frágeis.
Um veterinário conhecido da família soube desse meu sonho em um dia que talvez tivesse perdido um animal, ou que a sua vida pessoal estivesse atravessando problemas e me disse que seguir essa profissão era mais um desgosto do que uma felicidade, ou alguma coisa assim.
Nunca cheguei nem mesmo a prestar vestibular para esse curso.

Me achava uma pessoa muito criativa. Engraçada, tinha algumas “tiradas” que julgava incríveis. Pensei por um tempo em fazer marketing, trabalhar em uma agência, criar campanhas, estratégias de venda, enfim… Desisti com o tempo também. Nunca seria um Washington Olivetto nem um Hans Donner mesmo…

Paquerei um tempo o Direito, meu pai advogado me deu força, ficou todo empolgado e orgulhoso da filha seguir a sua profissão.
Me julgava inteligente, politizada, informada. Tinha certeza que me daria super bem na profissão, seria uma promotora ou juíza excepcional. Fora que eu queria fazer faculdade na São Francisco, lógico.
Saindo do terceiro colegial prestei vestibular para a Unesp, em Direito, por dois anos, e não passei.
Na terceira tentativa dei uma leve desistida do Direito e resolvi prestar Psicologia, e também não passei.

Abri mão da faculdade pública e prestei, enfim, Direito em uma faculdade particular. Fui admitida e cursei toda a graduação como uma aluna mediana. Tive e cumpri umas dependências, me apaixonei pela matéria Direito do Trabalho e foi exatamente nela que tive maiores dificuldades. Sou formada desde 2009, ainda não prestei o maldito Exame de Ordem e não tenho nem ânimo de prestar, estando ciente dos reveses da profissão.

Já pensei em mudar o foco para Gestão de Recursos Humanos, Serviço Social, Jornalismo. Já desisti de tudo.

Tudo isso, essa retrospectiva, esse histórico de incríveis fails passou pela minha cabeça ontem, antes de dormir e além de atrasar, perturbou meu sono. Estou desanimada, desgostosa da minha vida, da minha realidade.
A Fernanda que eu sempre achei que era excepcional é simplesmente mediana e sempre foi. E ser mediano é ser ordinário, simples, sem sal.
Prazer, Fernanda. Insossa, derrotada e desistente.

Lembranças

Tem dias que eu me pego capaz de dar uma perna, um braço, qualquer coisa, pela possibilidade de voltar no tempo. Poder fazer algumas coisas diferentes, aproveitar melhor algumas experiências. Infelizmente nada disso é possível, por maior que seja a minha vontade.

Sábado fui para São Paulo com o namorado e com dois amigos para ver o show do Ian Anderson, e, como todas as vezes que eu vou para lá acontece, fui invadida por um sentimento agridoce de profunda saudade do meu avô paterno.

Eu e minhas irmãs passavamos as férias escolares com os avós, ora em Rio Claro, ora em São Paulo. Revezávamos para que eles não ficassem sobrecarregados com a energia de três crianças em plena euforia das férias. Esse período do ano era o mais esperado por mim, ia com o vô na feira, ele me segurava forte a mão com medo que eu me soltasse e saísse correndo e, como boa bicho do mato que sou, me perdesse dele. O jeito que o meu avô segurava a nossa mão era só dele, eu tenho certeza que as minhas irmãs também se lembram. A vó nos fazia gemada, e não era igual a de ninguém nesse mundo todo. E os bolos? Tentação total!!

Após o almoço o vô ia para a sala “assistir o Chaves” (na verdade ele tirava um cochilo assim que a música começava) e as meninas ajudavam a vó a arrumar a cozinha, contando as novidades da escola, da família… Depois íamos brincar no quintal, ler gibi, andar de bicicleta…

Se eu soubesse que meu tempo com eles seria tão curto, teria deixado a bicicleta e o gibi de lado e teria pedido para ouvir mais histórias… Teria ficado ainda mais sentadinha no sofá enroscada entre as pernas da vó, a coberta e o poodle Chip, que era o mais companheiro e obediente dos cachorros. Teria aproveitado para rir mais quando o vô falava alguma coisa para irritar a vó, só para sacanear, e enquanto ela reclamava ele nos olharia e daria uma piscadela com uma cara de sarrista incomparável.

Saudades, nossa!!!

O vô faleceu em janeiro de 2008. A vó está muito saudável e forte, com a graça de Deus, mas sofre de Alzheimer, o que faz com que as histórias e a sua autonomia tenham diminuido tanto…

Apesar da falta que eu sinto daquelas férias, daqueles dias maravilhosos, só tenho a agradecer ao Criador por ter tido a oportunidade e a honra de dividir  a minha infância com seres tão especiais.

Chico é o cara.

Namorado vai ficar com ciúme lendo esse post, mas como faz tempo que eu não posto conversas de programas de mensagens com as amiguinhas do coração aqui, resolvi dividir essa pérola:

Fernanda: cara, manja quando um namoro acaba
Fernanda: e vcf fica pensndo
Mayara: hum
Fernanda :pqp, nunca mais vou encontrar um cara como esse
Fernanda : pq ele é isso, é aquilo?
Mayara: sim
Fernanda: uma coisa eu falo procê fia:
Fernanda: ninguém na vida nunca teve tanta razão em se sentir assim como a Marieta Severo.
Mayara: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Mayara: ah meu
Mayara: mas vai saber tb, né
Fernanda: perder um homem desse é de rasgar o c. com a unha
Mayara: vai ver o cara tem p.. pequeno
Mayara: ou ele ronca
Fernanda: se foda fia… é o chico! compra um p… de borracha
Fernanda: dorme com fone de ouvido
Fernanda: se vira véio
Mayara: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Mayara: tanto q até onde eu sei
Mayara: ela n casou de novo
Fernanda: mas dá pra casar com outra pessoa? não dá fia
Fernanda: ela teve O CHICO
Mayara: kkkkkkkkkkkkkkkk
Fernanda: não tem homem que bata isso ae véio
Fernanda: se eu fosse um cara, eu nunca que daria em cima da marieta
Fernanda: tipo, é O CHICO
Fernanda: quem eu sou?
Fernanda: porra nenhuma!
Mayara: kkkkk
Mayara: mó falta de auto estima e talz
Fernanda: vish… nem dá pra ter… Chico é o cara.

E tenho dito.

Músicas

Eu sou movida a música.
Por mais clichê que essa frase pareça, é verdadeira no meu caso. Trabalho, estudo, cozinho, durmo, leio ouvindo música. Fico cantarolando desafinada por tudo quanto é lugar, me envolvo com as melodias, as letras me fazem refletir…

Estou numa vibe meio bittersweet hoje, um dia depois de completar 27 aninhos. Acho que a música que melhor definiria o que estou sentindo hoje seria a espetacular “A lista”, do Oswaldo Montenegro. Curtam a letra aí… E reflitam.

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais…

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar…

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

Dreams come true!!

Em 1998 eu tinha 14 aninhos e gostava de música sertaneja. Gostava mesmo, de verdade era fã do Leandro e Leonardo, chorei horrores quando o Leandro faleceu. Eu e minha irmã mais velha, a Lau, curtíamos juntas as modas de viola, duplas sertanejas que faziam sucesso na época, típicas peoas.

Imagem meramente ilustrativa.

Pois bem. Nessa época andávamos muito com uma amiga que gostava de heavy metal e ela “nos apresentou” à esse som que antes tínhamos um certo preconceito e pronto: a magia estava feita. Começamos a nos aprofundar no assunto, conhecer novas bandas, frequentar shows, enfim…

Desde essa época para nós os expoentes máximos do heavy metal eram o Ozzy Osbourne e o Angra. Ouvíamos todos os cds, cantávamos as músicas a plenos pulmões em casa, usávamos camisetas, tínhamos pastas de recortes com matérias sobre eles… Tietes mesmo. Como toda boa fã, nossa maior vontade era ir num show dessas bandas, coisa que com o Angra foi mais fácil de se realizar, por eles serem brasileiros, mas com o Ozzy seria um pouco mais complicado…

Eu, o Dalton e o Angra, no coquetel de lançamento do DVD em São Paulo

♥♥ Véio lindo! ♥♥

Vamos dar uma corrida no tempo, até 2008. Nesse meio período eu já tinha ido a vários shows grandes, a dois festivais de heavy metal, mas ainda faltava dois shows que eu precisava ver antes de morrer: do Ozzy era um deles.
Em 2008 ele veio para o Brasil, fez shows em São Paulo no dia 05 de abril. Um dia depois do meu aniversário. Seria o presente perfeito para mim mesma!!

Acontece que no dia 05 de abril de 2008 uma das minhas melhores amigas se casou e, claro, me convidou para o casamento dela. Entre a minha amiga e o show do Ozzy, o Mr Madman perdeu feio…
Passei anos conformada de que essa seria a minha última chance de vê-lo ao vivo, depois de uma vida de excessos e com a quantidade de zeros que ele tem na conta bancária, era bem possível que não mais voltasse ao Brasil ou que acontecesse uma fatalidade com ele.

No final do ano passado fiquei sabendo que ele voltaria para o Brasil em 2011 e faria 5 shows, incluindo um em São Paulo, mais uma vez em abril e perto do meu aniversário: dia 02. Eu e meu namorado nos programamos para ir, não estava nem acreditando que finalmente ver o “véio” ao vivo!

Acontece que Murphy existe e fez com que os ingressos de meia entrada esgotassem antes que pudessemos comprar e a inteira estava meio fora do que pretendíamos gastar. Fiquei super decepcionada, dessa vez acho que seria mesmo a minha última chance, mas fazer o que, não tinha grana, não tem jeito.

Eis que o meu namorado, coisa mais linda desse mundo, mexeu os pauzinhos e com a ajuda da nossa amiga May conseguiu fazer a compra pela internet dos ingressos, meia-entrada, para me dar de presente de aniversário!!! O dia que ele me entregou os ingressos na mão eu quase tive um treco, meu coração veio parar na garganta, fiquei sem reação!!

As provas do crime!! :)

Agora está chegando o show! É amanhã! Vou realizar um dos meus maiores sonhos graças ao meu namorado, que teve a sensibilidade de perceber o quanto isso era importante para mim! Obrigada vida! Te amo demais!!

E que venha o show! E que venham também os outros sonhos! Eles se realizam, viu? ;)

Eu morro e não vejo tudo…

As contradições e insanidades das pessoas me encantam no mesmo tanto que me causam repulsa. É incrível observar como a mente humana pode ser complexa, doentia, brilhante.

Nós vivemos numa época onde o que deve ser seguido são os maus exemplos, certo é o que age de acordo com o jeitinho brasileiro para conseguir o que quer e, se você não tem esse tipo de comportamento ou não compactua com essa atitude, é idiota, é ingênuo.

Por favor, Deus, me mantenha idiotamente ingênua se isso for verdade!!!

É engraçado de ver como os valores se desvirtuam quando o que está em jogo é o próprio proveito.
Nos revoltamos com as notícias que vemos de nepotismo no governo, analfabetos funcionais que ganham milhares de reais por ter um parente político, mas não nos envergonhamos de pleitear um cargo quando nosso primo distante ganha uma eleição.

Ficamos loucos da vida quando alguém fura a fila do banco na nossa frente, mas quando estamos com muita pressa paramos na vaga de deficiente sem nem ficar ruborizado ao descer do carro.

Comentamos estupefatos da corrupção mundial, mas não hesitamos em citar o nome de um conhecido policial quando somos parados numa blitz.

Ficamos revoltados quando falam da nossa vida, mas não perdemos a oportunidade de falarmos da vida alheia como velhas mexeriqueiras debruçados na varanda.

O negócio, meus queridos leitores, é pedir para os céus por paciência e sobriedade. Porque enquanto ainda somos capazes de nos revoltar com esse tipo de atitude que eu citei, ainda seremos capazes de agir diferente.

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