A polêmica do aborto

Nossa, quanto tempo não escrevo por aqui! E que saudade do meu blog e dos leitores que ainda me acompanham! Vou me policiar e voltar aqui com maior frequência.

Como alguns sabem, eu me formei em Direito em 2009 e posso dizer com certeza que muitas coisas que eu pensava mudaram ou ao menos eu me permiti enxergar de uma forma mais abrangente, e um desses casos foi o aborto.

Vim de uma família religiosa, temos uma formação católica e espírita e entendemos que cada pessoa vem à Terra com uma missão pré-estabelecida, com “dívidas” de outras vidas para pagar e que não devemos nos furtar de sofrimentos ou dificuldades, pois tudo isso faz parte de um plano maior.

Além disso, como muita gente, eu também tive durante a minha adolescência a experiência de ver um vídeo no colégio mostrando as fases de um aborto, inclusive um ultrassom que mostrava o feto fugindo dos instrumentos que o expulsariam do útero e aquilo me marcou demais.

Durante a minha graduação assisti a apresentação que um grupo fez defendendo a questão do aborto de anencéfalos e passei a enxergar a situação com outros olhos. Eles abordaram a questão de forma prática, mostrando os tormentos que uma gestante de um feto anencéfalo passa, os riscos de saúde, o sofrimento de saber que aquele ser que ela carrega não terá uma sobrevida fora do seu útero – se chegar a nascer com vida.

Na maioria dos casos não há para uma mulher felicidade maior em ser mãe, preparar um quartinho lindo para seu filho,  fantasiar planos para a vida adulta, enfim… No caso em tela, não haverá satisfação de nenhum desses momentos tão aguardados por uma mãe, não haverá uma família montada, somente sofrimento e dor.

Manter uma gestação de um feto anencéfalo até fim deveria – e graças à votação do STF hoje é – uma OPÇÃO. Não é humano forçar uma pessoa a passar por tamanho sofrimento para saciar a pressão das entidades religiosas que não entendem que, por mais que sejamos um País de maioria católica, as Leis devem seguir os preceitos de um Estado laico, que não pode pensar em todos numa unidade religiosa, seja ela Cristã ou não.

Não sei se esse post ficou confuso, fiz a besteira de começar a escrever e salvar nos rascunhos para somente hoje retomá-lo e eu não sei escrever assim… Mas acredito que consegui passar a minha opinião.

Para quem ainda tem alguma dúvida, ou não conseguiu formular uma opinião a respeito, sugiro fortemente que assista com atenção o documentário abaixo.

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Publicado em abril 16, 2012, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Ninguém Sabe 2.5

    Eeeeeeeeeee!!! Finalmente a opção volta a ser DA MÃE… rsrs!!!

  2. Matheus Pezzotti

    Muito bom. Polêmica desnecessária, graças a Igreja. Volte a escrever mais fida! (esqueci meu login do wordpress!)

  3. A gente não nasce devendo. Não é possível.

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