Músicas

Eu sou movida a música.
Por mais clichê que essa frase pareça, é verdadeira no meu caso. Trabalho, estudo, cozinho, durmo, leio ouvindo música. Fico cantarolando desafinada por tudo quanto é lugar, me envolvo com as melodias, as letras me fazem refletir…

Estou numa vibe meio bittersweet hoje, um dia depois de completar 27 aninhos. Acho que a música que melhor definiria o que estou sentindo hoje seria a espetacular “A lista”, do Oswaldo Montenegro. Curtam a letra aí… E reflitam.

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais…

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar…

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

Dreams come true!!

Em 1998 eu tinha 14 aninhos e gostava de música sertaneja. Gostava mesmo, de verdade era fã do Leandro e Leonardo, chorei horrores quando o Leandro faleceu. Eu e minha irmã mais velha, a Lau, curtíamos juntas as modas de viola, duplas sertanejas que faziam sucesso na época, típicas peoas.

Imagem meramente ilustrativa.

Pois bem. Nessa época andávamos muito com uma amiga que gostava de heavy metal e ela “nos apresentou” à esse som que antes tínhamos um certo preconceito e pronto: a magia estava feita. Começamos a nos aprofundar no assunto, conhecer novas bandas, frequentar shows, enfim…

Desde essa época para nós os expoentes máximos do heavy metal eram o Ozzy Osbourne e o Angra. Ouvíamos todos os cds, cantávamos as músicas a plenos pulmões em casa, usávamos camisetas, tínhamos pastas de recortes com matérias sobre eles… Tietes mesmo. Como toda boa fã, nossa maior vontade era ir num show dessas bandas, coisa que com o Angra foi mais fácil de se realizar, por eles serem brasileiros, mas com o Ozzy seria um pouco mais complicado…

Eu, o Dalton e o Angra, no coquetel de lançamento do DVD em São Paulo

♥♥ Véio lindo! ♥♥

Vamos dar uma corrida no tempo, até 2008. Nesse meio período eu já tinha ido a vários shows grandes, a dois festivais de heavy metal, mas ainda faltava dois shows que eu precisava ver antes de morrer: do Ozzy era um deles.
Em 2008 ele veio para o Brasil, fez shows em São Paulo no dia 05 de abril. Um dia depois do meu aniversário. Seria o presente perfeito para mim mesma!!

Acontece que no dia 05 de abril de 2008 uma das minhas melhores amigas se casou e, claro, me convidou para o casamento dela. Entre a minha amiga e o show do Ozzy, o Mr Madman perdeu feio…
Passei anos conformada de que essa seria a minha última chance de vê-lo ao vivo, depois de uma vida de excessos e com a quantidade de zeros que ele tem na conta bancária, era bem possível que não mais voltasse ao Brasil ou que acontecesse uma fatalidade com ele.

No final do ano passado fiquei sabendo que ele voltaria para o Brasil em 2011 e faria 5 shows, incluindo um em São Paulo, mais uma vez em abril e perto do meu aniversário: dia 02. Eu e meu namorado nos programamos para ir, não estava nem acreditando que finalmente ver o “véio” ao vivo!

Acontece que Murphy existe e fez com que os ingressos de meia entrada esgotassem antes que pudessemos comprar e a inteira estava meio fora do que pretendíamos gastar. Fiquei super decepcionada, dessa vez acho que seria mesmo a minha última chance, mas fazer o que, não tinha grana, não tem jeito.

Eis que o meu namorado, coisa mais linda desse mundo, mexeu os pauzinhos e com a ajuda da nossa amiga May conseguiu fazer a compra pela internet dos ingressos, meia-entrada, para me dar de presente de aniversário!!! O dia que ele me entregou os ingressos na mão eu quase tive um treco, meu coração veio parar na garganta, fiquei sem reação!!

As provas do crime!! 🙂

Agora está chegando o show! É amanhã! Vou realizar um dos meus maiores sonhos graças ao meu namorado, que teve a sensibilidade de perceber o quanto isso era importante para mim! Obrigada vida! Te amo demais!!

E que venha o show! E que venham também os outros sonhos! Eles se realizam, viu? 😉

Eu morro e não vejo tudo…

As contradições e insanidades das pessoas me encantam no mesmo tanto que me causam repulsa. É incrível observar como a mente humana pode ser complexa, doentia, brilhante.

Nós vivemos numa época onde o que deve ser seguido são os maus exemplos, certo é o que age de acordo com o jeitinho brasileiro para conseguir o que quer e, se você não tem esse tipo de comportamento ou não compactua com essa atitude, é idiota, é ingênuo.

Por favor, Deus, me mantenha idiotamente ingênua se isso for verdade!!!

É engraçado de ver como os valores se desvirtuam quando o que está em jogo é o próprio proveito.
Nos revoltamos com as notícias que vemos de nepotismo no governo, analfabetos funcionais que ganham milhares de reais por ter um parente político, mas não nos envergonhamos de pleitear um cargo quando nosso primo distante ganha uma eleição.

Ficamos loucos da vida quando alguém fura a fila do banco na nossa frente, mas quando estamos com muita pressa paramos na vaga de deficiente sem nem ficar ruborizado ao descer do carro.

Comentamos estupefatos da corrupção mundial, mas não hesitamos em citar o nome de um conhecido policial quando somos parados numa blitz.

Ficamos revoltados quando falam da nossa vida, mas não perdemos a oportunidade de falarmos da vida alheia como velhas mexeriqueiras debruçados na varanda.

O negócio, meus queridos leitores, é pedir para os céus por paciência e sobriedade. Porque enquanto ainda somos capazes de nos revoltar com esse tipo de atitude que eu citei, ainda seremos capazes de agir diferente.

A finitude do que devia ser infinito

Pela primeira vez eu tenho medo de escrever um post e provavelmente irei relê-lo antes de apertar o “publicar” – se é que ele chegará a ser publicado…

Algumas coisas na vida deviam ser proibidas de acabar. Alguns relacionamentos, principalmente.
E por relacionamento eu não me refiro à carne, sexo, nada disso. Falo daquele que deveria ser o mais puro dos sentimentos, o que mais deveria ser valorizado e que infelizmente não é: a amizade.

Tive amigos, homens e mulheres, que passaram pela vida e que eu jurei que seriam eternos. Fiz de tudo e mais um pouco para manter a chama do sentimento de amor, carinho e respeito vivos, mas simplesmente falhei… Os anos passam, as pessoas mudam e se distanciam pelos mais diversos motivos…

Estou triste, sentindo o coração apertado e pesado como a muito tempo não sentia.

 

O mais difícil de uma amizade é aceitar o momento de dizer adeus.

Odisséia de uma cerveja

Eis que sábado, movidos por aquela comoção que quase todo mundo sente de sair de casa aos finais de semana, eu e o meu namorado resolvemos ir à algum barzinho, ouvir música e tomar umas cervejas. Afinal de contas, nos últimos finais de semana eu tinha trabalhado e chegava tão cansada em casa que só pensava em cama.

Pois bem, decisão de sair tomada, faltava só definir alguns detalhes: onde, com quem, que hora. Entramos nos sites dos bares que costumamos frequentar, em Rio Claro e região e só tinha apresentações de bandas de pop rock – uma delas ainda misturava música eletrônica no meio.Nada contra esse estilo musical, mas sabe quando você não está no esquema para ouvir esse tipo de música? Então.

O único lugar que tocaria rock clássico, uma banda que pesquisamos no You Tube e que tinha um repertório interessante, tocaria num bar onde a portaria é de R$22,00 homem e R$17,00 mulher. Me chame de muquirana se quiser, mas um casal gastar R$39,00 para ENTRAR num bar já é demais.
[ Eu trabalho de segunda a sexta e faço bicos de final de semana: moro sozinha e pago aluguel. O que eu escolho fazer com o meu dinheiro é problema meu, néam? Então tá, estamos conversados] – adendo necessário porque SEMPRE tem os que pensam/fazem comentários desnecessários.

Outra opção que tínhamos era ir para Limeira ver uma banda que gostamos muito, porém o que gastaríamos de deslocamento + portaria + consumo inviabilizou a nossa ida para lá. Decidimos então, uma vez que já eram 22hs e ainda não tínhamos jantado, ir para algum lugar onde fosse possível sentar, tomar uma cerveja e comer uma porção de alguma coisa.

E É AÍ QUE COMEÇA A NOVELA!!!!

Escolhemos um lugar que já tínhamos ido outras vezes e sabíamos que servem boas porções e, principalmente, o Chopp Black da Brahma. Chovia, então sentamos no piso superior do bar e ficamos esperando pelo garçom nos trazer o cardápio. Esperamos. Esperamos. Esperamos mais um pouco. 20 minutos depois e o garçom de braço cruzado atrás da gente, me levanto e vou buscar o cardápio.

Escolhemos nossas bebidas e conseguimos – aleluia!! – que a garçonete nos desse um pouco de atenção para que pudéssemos fazer nosso pedido. O diálogo travado com a profissional segue:

– Boa noite, vocês gostariam de fazer o pedido?
– Sim, por favor: queremos essa porção de batata frita com queijo e bacon…
– Código, por favor?
– 301.
– Ok. Para beber?
– Dois chopp Black.
– Estamos sem chopp Black, acabou. Só receberemos na segunda feira.
* momento de frustação e uma bufada do namorado *
– Hum… ok então. Um chopp claro para mim e um escuro para ele.
– Estamos sem chopp escuro.
* momento de desespero e desabafo do namorado *
– Ok. Dois chopp claro então.

A bebida chegou depois de pouco tempo e a porção estava muito boa. Conversamos, demos risada, contamos histórias da época que não namorávamos. Pedimos a conta e como a garçonete não vinha receber, fomos até o caixa com o dinheiro certinho da conta para podermos ir embora. Chegando no caixa: fila. E melhor, fila de pessoas que iriam pagar com cartão.

A máxima “servimos bem para servir sempre”, definitivamente, não vem sendo aplicada na nossa querida Cidade Azul.

Ps.: Esse atendimento exemplar que recebemos no bar em questão me lembrou desse trecho do livro “Melancia”, da Marian Keyes:

Toda sexta-feira, às cinco horas, qual túmulos expelindo seus mortos, os escritórios em todo o centro de Londres liberam seu pessoal para o fim de semana, e então hordas de funcionários pálidos, com espinhas, mal vestidos, caem em cima de garçonetes, todos de olhos arregalados e cheios de ansiedade, procurando as estrelas e querendo encher a cara – qualquer das duas coisas em primeiro lugar.
Era norma para nós, garçonetes, ficarmos ao largo, com um ar de desdém para a clientela desse tipo, sacudindo nossas cabeças com piedade descrente diante dos trajes, cortes de cabelo etc. dos pobres clientes, ignorando-os durante os primeiros cerca de quinze minutos de sua visita, passando por eles às pressas, com brincos e braceletes tilintando, obviamente fazendo alguma coisa mais importante do que atender às suas patéticas necessidades e, afinal, após reduzi-los até quase as lágrimas de frustração e fome, seguir requebrando até suas mesas com um imenso sorriso, caneta e um bloco de pedido. “Boa noite, cavalheiros, desejam uma bebida?”
Isso os deixava tão agradecidos, entende? Depois, não fazia a mínima diferença se os pedidos de bebidas estavam completamente errados ou se a comida jamais aparecia; mesmo assim, deixavam uma gorjeta enorme, a tal ponto se sentiam com sorte por receber nossa atenção.
Nosso lema era: “Não apenas o cliente está sempre errado, como provavelmente estará muito mal vestido para ganhar a discussão.”

Caramba!

Pô, Fernanda, assim não dá!! Você começa um blog e o abandona por 3 meses?!?!

É gente, desculpa aí… Cabeça cheia de contas, de problemas, de planos para resolução dos dois primeiros… enfim. Como agora tudo parece se encaixar, resolvi voltar aqui.Não que eu tenha exatamente novidades o que contar, mas vamos lá!!

Volto faltando 14 dias para as minhas férias!! Como eu esperei por elas, você não pode imaginar!! Tudo bem que terei longos 14 dias para descansar, mas já é alguma coisa. Planos? Ficar no apartamento, COÇANDO O SACO o máximo de tempo que eu conseguir, já que grana pra viajar eu não tenho mesmo.
Aliás essa falta de grana já deu, né? Resolução para 2011: ganhar na loteria! Tem jeito?

Bom, falando em final de ano, a primeira coisa que passa pela nossa cabeça é o trio: presentes-grana-presenteado. Aproveito a oportunidade aqui para recomendar fortemente as lojas virtuais: Walmart e Ricardo Eletro. Incrível a velocidade de entrega dos caras, os produtos chegaram embaladinhos, seguros e em perfeito funcionamento. A Saraiva também é muito boa, os preços são bons, porém o acompanhamento do pedido pelo site é bem vago. Apesar disso, os produtos chegam bonitinhos em casa.

Algumas pessoas ficam meio encanadas de comprar produtos pela internet e eu, definitivamente, não sou uma delas. Já realizei muitas compras, de livros e dvds a minha cama (!!!) e nunca tive problema. Minto!! Tive problemas uma vez com uma compra realizada no site da Gaviões da Fiel, de uma blusinha que eu comprei sendo GG e não cabia nem no meu sobrinho de 4 anos, mas eles realizaram a troca, sem problema algum.

Bom, é isso aí.
Voltei, e agora espero que seja pra ficar. Apesar de atualizar o twitter compulsivamente, tenho saudade dos longos posts que o blog me permite.

Beijos e até!

Chegando…

Bom, é isso aí…
Descarregando malas, esvaziando caixas, estou chegando em um novo endereço.

Esse deve ser o quarto blog que inicio e a razão pela qual eu “fechei” o Por que não?? foi explicado no post de despedida do mesmo.

Outro tempo começou, renovação.

Só tenho a dizer nesse primeiro post que eu estou feliz. Extremamente feliz.
Felicidade essa que eu não me julgava capaz – nem merecedora – de sentir.

Abraços para todos e bem vindos!!!