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Ó nóis aqui travêis!

Moro em Rio Claro desde 1992 e, desde então, já moramos em, sei lá, 6 casas diferentes.
A primeira vez que mudamos, da casa que era do meu avô para uma outra, mais espaçosa, foi um baque para mim: tinha crescido e passado horas brincando naquele quintal, tinha uma árvore de estimação onde eu ficava a tarde inteira, levava livros para matar o tempo, ficava lá sozinha pensando na vida, era uma delícia!

Quando saímos de lá eu fiquei toda chateada, não via sentido naquela mudança. Outras pessoas morando na NOSSA casa parecia uma invasão tão grande, inaceitável! Mas, como eu ainda era novinha, não percebi tanto o trabalho que dá mudar de casa, meus pais que ficaram com o trabalho pesado enquanto eu perambulava pela casa só reclamando. Como se pode notar, minha ajuda foi de grande valia!

A partir dessa mudança, eu já entrei na roda: ajudava a encaixotar, a etiquetar e a organizar as caixas com os nossos pertences, sacos com roupas e com tralhas, enfim, fazer toda uma casa caber na caçamba de um caminhão para levá-la pra outro lugar.

Nessas ultimas semanas eu passei por tudo isso de novo. Aliás, nós todos da família passamos. Depois de dois anos morando com a minha irmã, voltamos a morar com os nossos pais.

Senta que lá vem história…

Morar sozinha foi uma experiência inacreditável! Aprendi, acumulando dívidas, o quanto é caro manter uma casa nos mais básicos ítens, o quanto custa uma compra do mês, o quanto a Elektro enfia a mão no nosso raso bolso. Aprendi a cozinhar, coisa que eu nem tinha vontade de fazer, e ainda peguei gosto pela coisa! Ví que a casa, apesar de todo o cuidado que se possa ter, não é auto-limpante e que uma faxina bem feita leva um dia inteiro para se executar – e basta meia hora para sujar tudo de novo, se você inventa de chamar os amigos para beber.
Acontece que eu e o namorado estamos fazendo planos de casamento, e, para isso, precisamos de um teto. Para termos esse abençoado pedaço de concreto acima de nossas cabeças, precisamos de dinheiro, coisa que eu não tinha condição alguma de juntar morando sozinha.

Portanto, lá vou eu mais uma vez, acostumar com os espaços de uma nova casa, aprender o caminho do banheiro no escuro para não dar nenhuma topada com o dedão do pé, reaprender a morar com os pais – tchau, intimidade e privacidade, beijos! – tudo por um bem maior!

Volto breve!
Beijos!

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